novembro 14, 2016

amor próprio

eis que chega em meu peito
uma verdade plena e serena
que desmancha o preconceito
e os algozes internos perdem a cena

admira-se o Eu verdadeiro
busca-se por um conselheiro
que reside no amor
e que finda tamanha dor

de toda busca externa
para com toda vida na Terra
basta querer olhar
mas veja bem, a sinceridade há de perdurar

não existem mais dúvidas
apenas meias verdades
o coração sabe qual caminho trilhar
basta limpar a conectividade

que vem, cedo ou tarde
e nos permite tantas opções
cabe a nós, atenção
e levar o amor que quebra os grilhões

Da alma, da carne...
À vida, sem vaidade!

R.

outubro 24, 2016

meia boca

por penas fáceis de se arrancar
por vaidades além do que se costuma imaginar
por verdades que costumam ser elevadas
por saudades que são sempre conquistadas

ante à palavras meia boca
mais vale a boca sem palavras

e o olhar que penetra a alma
que ele ancore em minha calma

pelo tempo que houver
por momentos em que o couber.

...

outubro 20, 2016

um ponto

eram verdades ditas, sobre tudo o que sentia
havia ali, um certo empoderamento em cada palavra dada
as vezes, encontrava o desatino de palavras mal ditas.


como um turbilhão, equipara-se a tantos outros furacões
entremistura-se na mente e na carne
reflete no peito... na alma... na sua verdade.


o que mais importa, em suma, foi a catarse
a liberação do que não serve mais... mas?
indagações que chegam à mil por pensamento.


e a resposta reside no coração
não se aplica a quem está de fora... não está fora
nesse momento, tudo está dentro... de cada um de nós.

outubro 13, 2016

rumos...

que tipo de ciência é essa
que se estuda o exterior ante a matéria interna
que insiste no ceticismo
que influencia a permanência do comodismo

quando se apresenta apenas uma direção
eis que a resposta reside no coração
independente de todos os fatos
a memória que deixamos está em atos

e a transcendência cá está
pelo simples fato de ser e pensar
o caminho, deveras, árduo
jamais definirá a vida por fardos

ante a escravidão para com o que se sente
há uma verdade latente
e um olhar mais do que sincero
emotivo e bastante direto...

àquele olhar.
d'àquele coração.

R.

setembro 22, 2016

#1 try

era uma vontade de fala
com o gosto delicioso da saudade
dos teus tons e frequências... hertz!

ele dizia para sua amante:
- What kind of mood are we for tonight?
ela respondia com a certa dificuldade

mas com alegria explícita nos olhos:
- I'm in your mood, honey!
e ele com um sentimento subindo ao peito

sem titubear ou hesitar quis tentar um verdadeiro diálogo:

- So, what are you feeling?
- I mean, I know how hard it is, but...
- But what?
- I really want to pass through this for you, but I can't... So...
- So, I guess we can hug each other, don't you think?

For a night, for a day, for the whole winter
The spring has come and bring it's love like a splinter,,,
From heaven, from nowhere, from me and from you
This is the meaning of life, separated and going through.

Love and caos dancing through the dark
Seeing and singing the coming of light

- It's kind of silly..
- May be... Or it's just like it needs.
- Indeed.

setembro 13, 2016

retorno

me aprochego de tua essência
pois foi assim que vim
sem máscaras.. apenas os pensamentos sobre o que sou

o não levantar do falso testemunho
que se desdobra e ecoa por todas as partes de mim
fragmentado estou, mas em comunhão ascendo.

talvez fosse assim, o ato de nos descobrirmos
e que a recolha de fatos seja a vontade de prosseguir
de liberdade, de estarmos juntos aqui e ali

não há, de forma alguma
amor fardado.
há amor, almado.

com amor,
R.

setembro 12, 2016

palavras..

era tarde do dia e antes da noite chegar
nuvens pairavam sobre a cidade
a certeza de que um dia nublado e cinza surgiria no exterior

estava prostrado, exatamente as 3:29 do tempo
do dia e do momento em que resolvera escrever
seu íntimo sem muito o que falar neste e naquele espaço

estava cinza, com sua xícara de chá vazia e a ânsia pelo demasio do café
sentia-se prostrado à sua própria experiência e aceitava o fato
de não querer mais exercer sua função e viver no âmago de suas conjecturas

achava-se inteligente por saber conversar, as vezes, com sua alma
mas ao mesmo tempo, perdia-se para os devaneios mundanos
estava ali, externalizando tudo na sequência de palavras de seu consciente

estava... deixou elas guardadas para mudar, uma vez mais.


R.