janeiro 16, 2020

ressurgir


Por onde andastes?
O tempo não te representas como linear...
A tua mente, ambulante por tantos espaços
Saberias hoje, como retornar?

Definistes, como jargão, a esperança
E reforças a tua perseverança.
Mesmo em tempos tão distintos
O quão distante estás do teu íntimo?

Por quê, recusastes o refúgio das palavras?
Talvez, pensastes em agir com menos ressalvas?
Escreves sobre teu próprio caminho
Eis o tempo de renascer, mesmo com a carne fincada ao espinho.

A poesia, tal qual a flor,
Requer como água, o teu próprio amor.
E se deixas isto, demasiadamente, de lado
Quem esperas, em um futuro próximo, caminhar em mesmo compasso?

Contudo... O bom filho a casa torna...
E traz consigo, as boas novas
Pois é bom retomar o que foi perdido
Principalmente, quando é aqui que reside o encanto

De tudo que já foi vivido...

E também, o preparo para o porvir.

Rafael.


janeiro 12, 2020

mudar

Veja bem, veja bem
Preste atenção
Retomar o caminho do bem
E da regeneração...

Os sinais que te deram
Vindouros de outrora
Revelam para ti, a verdade
Que deixastes do lado de fora.

Como, por mais intelectual que sejas,
Fechastes os olhos para o que deves admirar
Proteger, cuidar
Ser

A parte do todo
O todo da parte
A união feita pelo amor
Perante ao lado do vício e seu torpor...

Fostes avisado
Tantas e outras vezes
Porém, deixastes de lado
Por ego e pequenos prazeres.

Quiçá, como poeta,
Possa ressurgir.
Como homem,
Depende de ti...

Para seguir... Em comunhão.

Rafael.

maio 24, 2019

Lá e de volta outra vez.

O retorno.

Andei longe de Ti,
Deixei os ensinamentos ao lado
Amargurei-me pelo passado...
No presente, eu ausente.

Mas eis que venho aqui
Na humilde tentativa de pedir
Por este singelo texto
A Tua luz no meu coração.

Saudades, saudades.
A verdade é que o tempo passou
De certa forma amadureci,
E eis que quero viver Contigo aqui.

Que o amor seja meu Norte
A compaixão meu Sul
O bem-querer ao Leste
E o bem-cuidar ao Oeste

Deus no centro,
Deus na Terra,
Deus no mar
Deus em todo lugar.

Amém.

outubro 25, 2018

Diário 01

E aqui venho relatar
Sobre como conciliar os devaneios diários
Enfrentando os monstros dentro do armário
Para um dia, quiçá, chegar ao estado de paz mental.

Minha mente,
Minha maior arma
E também minha pior armadilha
Que traz e leva diferentes tipos de pensamentos

Em torpor...
Com vigor...
Em esperança...
Com amor.

Tento delinear assim uma forma concisa
Vejo-me diante de uma maneira precisa
De seguir e caminhar,
Com minhas pernas e assim, ajudar.

Crescer, junto ao amor dos que me rodeiam
E não me perder,
Perante aos males que me almejam...

Talvez essa seja
Uma jornada um tanto diferente
Mas que com firmeza
Eu sigo em frente!

Vencer e não desistir.

Nada a menos que isso.

R.

setembro 14, 2018

Pausa

Abstinência.

Células em estado incandescente,
Entendendo e assimilando a falta de substâncias.
O remédio em uso demasiado
A necessidade que chama... Calada.

Resiliência
Resistência inata,
Trazendo consciẽncia e concepção.
A falta que era excesso... Equilíbrio em transição.

Transpiro, foco, distraio, reverbero
A proposta que me faço
Me aguento e me calo,
Respiro em paz... Triunfante, quiçá?

Assim sigo, percebendo o quão turvo são meus caminhos mentais
Clareando e acalmando
Baseados em fatos.
Cara limpa, batalha diária

Vida nova, postura vasta
Trazendo esperança
Bonança ao deambular
Traz a paz, pelo simples fato de aqui se curar.

Jejuar.

Rn.

setembro 02, 2018

Vai a luta!

Os milagres que a vida nos dá...
Nos traz e presenteia quando menos esperamos
Veste-nos como algo que ainda não conhecemos
E assim, caminhamos por longínquos lugares

A cama com companhia
Certeza plena de um belo dia
Um novo renascer
Contínuo, intransitivo.

É amor,
Leveza tal qual o respirar
Família, presente maior.
União, a primeira impressão

Cotidiano, céu azul, criança e piano.
Sorriso, franco, puro, boneca de pano?
Agradecer, plantar, trabalhar, ver florescer
Essa eterna e tão única, comunhão.

Aos meus amores,
minha família

Rn.

abril 13, 2018

A casa da colina

Cuide bem da sua morada
Começando a saber quem nela habita
E também a perceber, o que convém e o que é uma simples visita.

Observe o pensamento, que vem junto ao dia e as horas
Permita-se um tempo para refletir
Sobre si e sobre o mundo afora.

Saiba portanto, como replantar
As flores que outrora os pássaros e as abelhas
Tu colocaste à chamar.

Assim, seguirá, rumo a tua própria paz.
Com a leveza no corpo
E um sorriso de quem se satisfaz

Pelo simples fato de se reconhecer.

Rn.