janeiro 03, 2012

Poesia é poesia!

Poesia é como papel em branco,
Não sabemos o que acontece até pintar,
Ou dobrar ou rasurar...
Poesia é poesia!

Poesia é alma para dobradura,
Vida para rasura,
E tintura em papel de banco.
Mas para o poeta...

Poesia é sua amante predileta!


Rafael Nicolay

dezembro 31, 2011

Retrato falado.

Era uma vez um menino sapeca,
Que pulava a cerca para matar aula,
Escalava árvores para colher seus frutos
E apreciava a vista de um lindo lugar!


Em uma época muito movimentada,
Este menino pôs-se a chorar...
E sua mãe perguntava: "Por quê?".
E o menino soluçava dizendo: "Nada hei de fazer...".


Talvez para conter o choro,
Ou para enfim contemplar seu tesouro,
Que mesmo com tanta bronca em seu peito,
Silenciara sua dor que parecia não ter jeito...


E este menino ainda está em uma história,
Seja a biografia de qualquer memória!
Porém, não tardou e muito pouco antecipou,
Este menino sapeca que ainda não sabe de sua peça, peca!


Que a vida lhe faz em meio as cicatrizes,
De muros e árvores e cercas tão mais felizes.
Este menino que tem um mundo em absoluto,
Poucos tentaram destruír em menos de um minuto.


Com um ventilador...


Rafael Nicolay

dezembro 30, 2011

Mais valor?

E quanto vale a vida?
Qual seria um propósito válido?
Digna de título ou mérito
Ou de um frescor enclausurado?

E quanto pesa a comida?
Que sai da Terra à panela,
Para nela retornar e sem tigela...
Em tratamento, deveras, para poder acordar.

Levante menino!
Veste a touca e coloca a roupa,
Deixa a voz rouca ecoar!
Entre postes e passarelas...

Pontes e aquarelas, mas agora?
Sim! E com o propósito de vitalizar!
A teoria à prática,
Quando a memória é fraca...

Em tese, pequeno gafanhoto,
Ainda tens o que fazer e descobrir,
O cobertor e o véu, presos!
E perceber que não é hora de dormir...

Ou sentir-se indefeso,
Pois nada acontece ao ato que permanece preso
Dentro da caixola.

Rafael Nicolay

dezembro 26, 2011

Mares...

Me tire e atire no peito, no leito...
Deste sol imenso,
Anzol para o céu.
Me faça transbordar, me faça caminhar!

Atenda o meu chamado, entenda!
Tantos os significados que não cabem ou não valem...
Esforços em vão.
E quantos achados que são considerados uma lição.

Grite! Caminhe pescador!
Saiba do teu valor para amanhecer,
Madrugar e reconciliar tanto a lua como o sol...

O vasto e o lençol,
Ante a terra, antes da serra...
A baía, águas da alegria...

Em si.

Rafael Nicolay



dezembro 24, 2011

Xmas.

Feliz Natal!
Eis algo curioso,
Como um gesto majestoso,
E entre tantos És como um tesouro...
Fez o céu anunciar!

Em estrela eminente,
Vista de todo o Oriente,
E aos templos sem o saber,
O Que estava para chegar.

Seria Alguém?
O Que seria?
Algo de bem?
Luz! Alegria!

Em discretos versos gostaria de anunciar,
O pleno véu que deixa-nos cegar,
Ante ao Espírito, o presente...
Ante ao Filho, um trenó faz-se evidente.

Eis um mistério!
Seria o da fé?
De fato, o que é sincero?
São os presentes que nos deixam de pé?

"Jesus.".

Rafael Nicolay


dezembro 23, 2011

Caro Leitor,


Faz-se necessário recitar tal poesia, texto ou melancolia.
Explicar que o céu não é tão azul quanto parece,
Interpretar o véu de quem casa, e o de quem rejuvenesce...
Ponderar entre montes, perambular entre pontes e... Viver!


Apreciar a arte de forma intrínseca,
Explicitar palavras!
Emoldurar a parte de forma implícita,
Como quadros dentre salas.


Subjetivar tantos contextos,
Textos que hão de proclamar,
Um dia, jovens sem pretextos,
Aliás, apenas o de poetizar...


E caro Leitor, poemas são como quadros!
Muitos enxergam apenas formas geométricas,
Outros conservam a lei da inércia,
Ante a visão de sonhos, se encontrar...


"Um brinde a poesia!".

Rafael Nicolay

dezembro 18, 2011

Velejar...

Eu queria o presente,
De bandeja e sem moleza,
Queria o agora para toda hora...
E contínuos laços de quem sabe cantar.

À vida e a poesia,
Entristece-me tantas regalias...
Que despencam de pedestais,
E demonstram-se tão banais.

Eu queria o controle dos tempos,
Amores!
Queria as flores... Dos ventos,
Sabores!

Encantar o mundo com pernas de pau,
Ser levado ao cume, em uma montanha tropical...
Conhecer tantas grandezas, limites, fatoriais...
Entender tamanha gentileza, entre a raiva e o ódio, mortais.

"E eu queria tudo, mas não sabia de nada...
Como convencer o "todo e tudo" com estes olhos de pirata?".
Rafael Nicolay