fevereiro 11, 2012

Ingredientes principais!

Eu? Eu! Eu...
Perdi o foco e o assunto
Deixei de lado o presunto
Com a manteiga e o pão...

Faltou-me paixão!
Para preparar o que comer...
E nosso almoço?
Talvez o jantar antes do amanhecer.

Mas e o que comeremos?
O que faremos?
Apenas o que estiver guardado,
Em um armário velho e mofado...

Mas e o que eu quero comer?
E o que eu gostaria de beber?
Bom, deixemos a subjetividade pra lá!
E que nossa alma se alimente... Já!

"Sem ingredientes a mais.".

Rafael Nicolay

fevereiro 09, 2012

O passageiro.


Acredito em suposições,
Mas excluo as superstições!
Embriago-me convicto,
Deveras formas de meu ofício.

Caminhando por casas e construções,
Perco-me mais entre as nações.
Que com ou sem bandeiras,
Depositam sua fé em vidas corriqueiras.

Sou o que você quiser ou o que sobrar,
Procuro ser a essência e o bem estar,
Sou a tua ciência e a tua veêmencia,
Mas sou o oposto e não só o desgosto.

Um passageiro em qualquer lugar do mundo,
Qualquer direção e com qualquer bagagem.
Um alguém sem qualquer descrição,
Um ninguém que está apenas de passagem.

"Um Zé da vida,
Um passageiro que só duvida."
Rafael Nicolay

fevereiro 05, 2012

Flor de papel.

Dedico a Lua e o verso,
A prosa e a rua e também o inverso!
Dedico à vida do ato,
O gesto e o fardo deste amor.

Farei um som e dedicarei a ti
E o coração que guardei aqui
Rima com teu pulso
E me entrega em teu curso...

De línguas e afins,
Letras e símbolos de um querubim,
De um anjo que caiu do céu,
Dedico a ti este meu anel...

Feito com uma parte do coco,
Simples e marcado que parece oco,
É a dedicação para teu véu,
Para que saibas como me fazes feliz...

"Minha flor de papel.".


Rafael Nicolay

fevereiro 04, 2012

Relatos da verdade.

E sou mais um em busca de filosofias, termos e formulação de teorias. Sou mais um parado e acomodado com as imagens diante de meus olhos! Sou mais um em um poço, posto a nadar com o outro que compete comigo sem a intenção de me salvar. Sou um dentre tantos com um pensamento de unidade um tanto quanto banal... Sou o que sou e não sei por onde começar, ante a busca de sorrisos perdi meu riso e difícil é a tarefa de encontrá-lo. Sou mais um parado diante de uma tela e resmungando as mazelas de meus defeitos em geral.

Sou apenas um que não sabe levantar, dizer não e se revoltar contra a mente pequena e limitada, ante o pensar.

Mais um, mais nada.

"Sou mais um 'Era uma vez...'"

Rafael Nicolay

fevereiro 03, 2012

Ela.


Ela é um pronome pessoal que estou me acostumando a usar,
Empregando nisso, naquilo e naquilo lá.
Ela que é um poema e uma poesia,
Ela é uma pessoa! É minha alegria...


É quem faz meus traços ressaltarem,
E nossos laços enfeitarem,
A sala de estar com pura nostalgia,
Arrumar o sentar com pouca ousadia.


Ela é como uma canção sem final,
Apenas um refrão que é fatal!
Para meu pobre peito, nosso leito!
Nobre coração que sem jeito perde a oração...


É de joelhos que eu rezo para ela,
E de costas acendo uma vela.
Faço promessa e dou três pulinhos,
Mas é dela o meu sorrir mansinho...


"E é para ela que meus olhos falam e
Resvalam palavras deste meu coração...".

Rafael Nicolay

fevereiro 02, 2012

Concreto e asfalto.


Acorda, levanta, trabalha e come.
Deita, arruma, caminha e dorme.
Gasta, penteia, cansa e corre.
Associa, interpreta, inquieta a fome.

E deixa explícito o modelo social,
Impregnado do vasto consumo desigual,
Entre o esplendor de quem anseia,
Para a elite que muito enseia.

Mentes vazias e incapazes de mudar,
Tamanha é a nostalgia dos tempos de se amar,
E não somente a si, mas ao mundo por solo,
Parar apenas aqui para descansar o colo.

São métodos e metáforas,
Que despejam em garrafas,
A tua liberdade como um rojão,
Entretanto, estás parado neste vagão...

"Longe de si...".

Rafael Nicolay

fevereiro 01, 2012

Um "Oi coração.".

- Ei, você!
- Eu?!
- É, você, sentada neste banco...
- Ahn, então sou eu... Pois não?

- É que eu queria falar algo para você, mas...
- Falar comigo? Algo? O que seria?
- É que... É que...
- É que o que? Chega mais perto, senta aqui!

- Mas... Mas...
- Mas nada! Anda, senta aqui, vamos!
- Então... Está bem!
- E agora? O que você queria me falar?

- Bom... Você quer mesmo saber?
- Sim! Quero sim! Afinal foi você quem começou essa conversa...
- Eu?! É verdade.
- Então, desembucha logo!

- É... Sobre seu coração...
- Meu coração? Como assim meu coração? Você não me conhece!
- É, mas...
- Mas nada! Estou indo embora... É! Isto mesmo, indo embora! E nada de "é...".

E antes que ela pudesse escutar: "É que ele é do tamanho do meu...".

"E há quem ouse falar do coração.".

Rafael Nicolay