novembro 09, 2012

Semelhança.

Mesmo estando convicto
Não serei o primeiro a falar...
Guardarei todos estes pensamentos
Em um único lugar.

Eis o silêncio do poeta...
Que de tanto pensar
Cala-se!
E de tanto ouvir... Surpreende-se!

Mesmo sem palavras,
Existe a essência.
E quanto a poesia rara
Sobrou-me as reticências...

Este é o canto do pássaro engaiolado.
O poeta, preso em seu trabalho.
O de ser um árduo pensador...
Talvez, em algum momento, ele exponha sua dor.

"Para um mundo à sua imagem..."

Rafael Nicolay

outubro 24, 2012

saudade_


Saudade
instante.
Verdade
constante!

Nostálgico
aquele dia,
Feliz
por companhia.

Intrínseco
à saudade
Tamanha
ousadia...

E
a dor
De uma grande
ferida.


De um passado que corrói.

Rafael Nicolay

outubro 20, 2012

Fugiu...

Fugiu e perdeu-se no tempo.
Tempo de procrastinações...
Eis o meu relento!

Perdi, dentre os dedos das mãos
A poesia, rara e precisa...
Preciosa e concisa!

Deixei escapar pela fadiga
As notas e claves do amor e da magia...
Deitei-me na areia.

Parei, como o poema
No tempo e espaço...
Estou amarrado
Sou meu próprio laço!

Enfim, ali ela está
Bela ao seu caminhar...
Ei poesia! Não me deixe só...
Por favor, retire-me este nó!

"De pura nostalgia..."

Rafael Nicolay

outubro 06, 2012

À perda.

Que Deus me ajude,
Em meio ao desespero anunciado.
À perda do anseio
Do beijo teu que, jaz, sem significado.

Perdoe, não obstante,
Tamanha ousadia!
Que por falar em amar
Torna-se um ato de plena covardia...

Talvez seja fúnebre tal despedida,
Ante ao meu desejo.
Considero, assim, a saída,
Para tamanho ensejo.

Entre a boca completa de areia
E os simples lábios ausentes de prazer...
Eis, agora, tamanha nostalgia
Para com o anseio de te querer...

"Jaz, aqui minha alegria."

Rafael Nicolay

outubro 02, 2012

Poema da felicidade.

Ah! Onde está, para onde foi?
A princesa que possui a chave...
A pessoa com tamanha vontade,
De conhecer o meu coração?

Oh, princesa...
Que em tamanha beleza
Expõe a tua precisão!
Adentra, sem medo, o reino do amor e da paixão.

Ah, mas que simpatia!
Esta, que meu coração exala
Que perdura em tamanha alegria,
E que parece nunca acabar...

Não são necessárias palavras complexas,
Muito menos uma lente convexa...
Quando o sentido de tudo permanece real...
É um poema simples... Mas com um amor descomunal!

"Por você."

Rafael Nicolay

setembro 25, 2012

Sem destino.

As constelações sob este meu ser...
Que, sobre esta existência, inferem com poder.
Eis a Lua Nova no céu...
Eis a verdade em pontos do íntimo véu!

O homem do futuro em contraste
O homem do passado em desastre...
O coração afobado, se afogando...
Os pulmões hiperventilados, respirando.

A música no infinitamente pequeno,
A poesia intrinsecamente ligada ao momento.
A melodia e o dom de cantar
Eis, para todos, a felicidade no ar.

E sem destino, eu continuo...
Em um comodismo em conjunto,
Da minha mente e do meu ser...
Talvez olhar para o céu seja crescer!

"Apenas..."

Rafael Nicolay

setembro 18, 2012

O incerto é certo?

A poesia certa é a da cama,
É a que ama e a que chora...
É a que engloba o pudor...
O amor!

Tende a ser a troca entre o casal,
A coexistência de um Deus e um mau...
E interferência do travesseiro e do cobertor
Visto que, os sonhos estão sempre em vigor.

Esta é a cama divina,
É a cama da paixão vespertina
Compreende os campos do afeto e da dor...
E, contudo, nos condiciona a uma postura de ator.

Ao que sucedeu este pequeno desfecho,
Eis o pensamento ingênuo com desleixo...
A verdade é que a cama de que falei,
Nada mais é do que a alma que abusei...

"De todas as formas..."

Rafael Nicolay