janeiro 20, 2015

Estado de_mente.

E era um sonho...
O mundo e todos por ali,
O desejo de amor no ir e vir.

Seria a utopia da felicidade
Talvez, a melhor alternativa
Para todo o choque de realidade

E o poeta acordava...
E se deparava com a dor.
E se perdia, chorava.

O mundo que outrora
Fosse de tudo, habitável
Agora, era inegável.

Como uma distante aurora
O pedido por trégua
Quem foi que se esqueceu?

Que, deveras, vivemos
Por "trocas" justas,
Mas com vidas tão curtas...

E voltou a sonhar...
Com a sua, plena, aurora.
E sem hora para acordar...

"O que trocou?
Seria justo, agora?" 

Rafael Nicolay

janeiro 19, 2015

Sobre cravos e rosas.

Nas emendas dessa colcha,
Desenovelam-se, deveras, momentos
Fixos a tantos retalhos,
À tantos discernimentos.

E detenho-me a um,
O que seria a liberdade...
O retalho de uma flor,
Sem suas pétalas, talvez maldade?

Entre o bem e o mal,
Queiram-me por inteiro...
Quiçá, serei conciso...
Trêmulo e, ao menos, companheiro.

Para as palavras do peito,
Que resistem a supressão...
Demandam o seu pleito...
Querem falar sobre o coração.

Este, ser cansado,
Da fadiga dos ofícios
Envelhecidos são os seus ossos
E penoso é seu malefício.

"Quando os corações resolvem falar..."

Rafael Nicolay

novembro 21, 2014

Eita?! Adeus...?

E veio o aperto no peito
Chegou assim, de supetão!
E as lágrimas não quiseram mais seu leito...
Preferiram voar e tocar o coração.

E ficou entre a lembrança
E o que os olhos presenciam...
O presente, o calor
Que os vivos reverenciam.

Era o adeus.

Mas, deveras, tão cedo?!
Tão repentino e despreparador...
A rasteira que vem do inesperado
E a memória que só pensa em amor?!

E então, depois, chega a saudade...
Junto ao ciclo da vida... Eis a dura verdade.
De fato, tudo é finito... Até o amor?
Dos laços, considerados bonitos...

"Qual transformou-se em nó
E qual nó perdurou o seu esplendor?"

Rafael Nicolay.

novembro 10, 2014

Era... É.

E foi assim tão de repente
eu me encontrei no ar
e me sentia tão inexperiente
seria esse um tipo de amar?

Amor à liberdade
com começo, meio e sem fim
um voo para a verdade
o aceitar do eu dentro de mim...

Desperto e repleto
ante a tantas alegrias
me deparei com uma moça
que sorria com o que eu dizia

Talvez fosse a paixão
ou então uma outra realidade
o que seria coração?
um adeus para a saudade?

E a pressa escondia o que era evidente
ao meu lado, ali, dizendo sim!
achei o que me fez assim
Tão diferente...

"R&N"

Rafael Nicolay

julho 22, 2014

Onde estará?

Quisera discursar sobre a vida
E enterrar as mazelas vividas
Esquecera, entretanto, algumas verdades
Ditas em plenas maldades.

Não sabia como prosseguir
Ou deixara ao acaso o seu conduzir
Permutara num ato brusco
Ao qual deixou o Ser ofusco.

Terminara por não entender
Mais sobre o que o mundo tinha a dizer
Pensara que acabara por ali
As angústias que ainda estavam por vir.

E lembrara da grande companheira,
A fidelíssima Saudade...
Aurora de sua vida, interesseira
Apontando, deveras, suas demasiadas vaidades.

"E continua a perambular...
Onde acabará?"


Rafael Nicolay

junho 01, 2014

A criação

Cessou no momento oportuno,
Quando os olhos resolveram virar...
Para um verde um tanto ofusco
E um azul tal qual o mar.

Partiu dos princípios
Partiram afoitos
De um jogo longínquo
Onde um sempre foi dono...

O amarelo ficou dividido
Em tantas outras partes iguais
Mas quem pegou a sua?
Não vive como os demais...

Criou um país dividido
Entre opostos iguais
E elegeram um mímico
Para as notícias internacionais

Parou de repente,
Quando de fronte percebeu,
Que uma marionete canta
O que seu rei escreveu.

"A criação parou...
Quando o homem descobriu,
O seu ordenar."

Rafael Nicolay

maio 26, 2014

Bater de asas

Viver é aprender como o pardal
Torna-se uma águia no ar...
Que no limiar do bater de suas asas
Percebe o quão bom é plainar

Mas antes pelejou
Até o grande empurrão da mãe pardal
Um voo meio caído, desajeitado...
Leve e amedrontado.

É o que ponderaria desventuras,
Mas transforma-se no mais belo da vida,
O imprevisível ato,
Ele aprendeu a voar...

E possuia sua leveza,
Era onde a mágica acontecia,
E o clímax prevalecia...
Tal qual o poeta que bateu asas

"E me alimentou, de poesia
Voando para casa."

Rafael Nicolay