março 12, 2012

Espelho.

Esconda tua vaidade,
Levante-se e não olhe para o espelho,
Não deixe que esta saudade,
Consiga te consumir por inteiro...

Busque a si em tua alma,
Reveja o seu conceito, seu valor,
Entenda o que é preconceito
E aplique-o sem a ignorância e o rancor.

Faça do justo a tua espada,
Da cruz uma de tuas verdades,
Da luz a tua alvorada,
E de ti a tua própria metade.

O que desejas é o que anseio,
E o que anseias é o que procuro,
O que enxergas é meu devaneio,
E o teu delírio é o que eu busco...

"Em um espelho... Qualquer!".

Rafael Nicolay

março 08, 2012

Jugo moderno.


E um conselho ele me deu,
É! Ele é um grande amigo meu,
E resolveu falar sobre relacionamentos,
Mas eu não entendia, faltava-me amadurecimento.

Era algo sobre produzir,
Mas não apenas trocar,
Parecia como o dividir,
Que a matemática é responsável por nos ensinar.

Eu não entendia muito bem,
E acreditava que sabia o que fazia,
Mas na verdade, que tolice, sou refém,
E o que era feito não condizia...

Acho que assim não dá,
Mas dá para o que?
Qual rumo tomar?
Tomar jeito, mas o quê?!

"E eu apenas quero diferenciar,
O jugo moderno ante ao dos 'burros' denotar.".

Rafael Nicolay

março 07, 2012

E lá está ela.

Eu quero mais perfume,
Minha musa de costume,
Em meus braços a cantar...
E lá... Ela.

Quero teu pranto mais doce,
Tua certeza mais viva,
Tua dúvida dívida.
Em teu lar, quero o teu olhar.

Quero teu amor só meu,
Egoísmo seu não me dar...
Por que a desejo? Porque a cortejo?
Meu bem... É por te amar...

Posso querer o mundo, mas o seu,
E de nada adianta sem teu amor...
Por que não me dar? É só judiar...
Por que não és o que é meu?

"Talvez sejas algo que nunca me pertenceu...".


Rafael Nicolay

março 04, 2012

É só você.

Nós! Nós? Nós...
Como queremos ou gostaríamos,
Entre o fato e o parto de mansinho,
Partida e encontro...
É amor! É amor no papel.

Como poesia pacata,
Como estrada sem chuva,
É como uma sala sem nada,
É como o re-amar de uma viúva.

É o súbito, mas sublime.
É encontro em regime!
É facilidade em olhar...
Olhar e adentrar!

Sempre mais, sempre a me deixar assim...
Sem mais, sem querer ser querubim!
E o que basta, pasma-me!
É algo que ficou, é o 'nós'... Por fim!

"É o nosso,
Mais pra mim!".

Rafael Nicolay

março 02, 2012

Soneto da saudade


Chove! Chove mais! Cai chuva, chuva cai!
Mais agora, mas agora, mais lá fora!
Corre pelo vidro, vidro em forma de gota!
Corre a gota, corre pelo tempo, passado!

Cai no chão, molha a terra,
Terra molhada, terra plantada,
Com suor, com sonhar, com amor!
Com mais, com menos, com o mesmo!

Com o todo e o tudo,
Faz-se um tanto, muito.
Tanto quanto pouco!

Toda a parte,
Toda a metade,
Que me deixa um 'muito' louco.

"E me deixa com a tua saudade.".

Rafael Nicolay

março 01, 2012

E só.


Talvez eu fosse um projeto de poeta,
Que por vezes tenta imaginar,
Entrar em contraste com seu lúdico,
E por fim, suavizar...

A cena e o fardo do ser,
A essência e o medo de crescer,
A vontade e o anseio do amanhã,
Ante a saudade nostálgica presa em uma febre terçã.

Talvez eu fosse um projeto de essência,
Que perdido dentre meus tantos 'Eus',
Procure um muro para apoiar o peito,
Ou o coração marcado no leito...

Talvez e só talvez,
Essa é a palavra e a minha condição,
Entre tantos fatos, faz-se necessário minha oração.
Em um submundo autofágico, um poeta sem vez...

"E talvez eu seja um projeto esboçado...
E só.".

Rafael Nicolay

fevereiro 28, 2012

Terra nostra!

Voz ativa que clama por lar
Saborear um prato, um lado!
Um sapato, um deitar!
Uma terra, um lago.

Um plantio e uma colheita
Uma semente desta empreita,
Terra é terra, é de direito
Para quem planta e colhe... Nela!

Desfruta o proprietário
Da propriedade sem orvalho,
Um latifúndio é isto!
E é nada mais que um inço!

Terra é terra, é de pai!
É de filho e de Ave Maria!
É de quem pisa sobre ela,
É de ninguém, mas é de todos nós...

"Romper as cercas da ignorância,
Que produz a intolerância,
Terra é de quem plantar!".

Rafael Nicolay