janeiro 29, 2020

sutil


A sutileza dos teus versos
Diários, com gosto de café 
Renovam, de certo, o corpo
A alma e o eu, no aqui e agora. 

A delicadeza dos teus passos,
As profundezas do teu olhar, 
O saber dos teus lábios 
E a tempestade dos teus cabelos.

O todo visto em partes,
A vida feita na verdade
E além, na certeza de amar
Do ser apaixonado, que quer e está. 

Eu, portanto, em tanto
Percorro teus sinais
Deleito-me contigo em teu seio
A magia do que nos permitimos.

E a vida...
Esta reside nos detalhes,
Na surpresa, na beleza
Oculta e explícita.

Além dos meus versos,
Das dantescas palavras...
A sutileza reside nas ações 
Estas, enfeitam todos os detalhes de se viver.

Hoje, amanhã...
Eu e você. 

Com amor,
Rafael.

janeiro 23, 2020

os teus sinais


Há tempos que fostes anunciada
A tua chegada aqui, neste plano
E agora, tão perto, percebo
Os sinais que desta nova jornada

Os sentidos que mudam
Afloram e exalam
As noções do teu existir
Os preparos do porvir

Eis a manifestação do amor
Nesta família, onde cabem três
Há espaço para quatro
E além disso, tem também os gatos.

Escrevo e deleito-me
Nas diretrizes do viver
Abraçando mais este presente
Que reside no teu querer.

Quero a ti, como quero meu primogênito
E saibas que de mim, terás o que também é teu, por direito
O amor incondicional, mesmo que não sejas eu
A gestar teu ser, neste mundo material.

Saibas também, que nessa família
Tu é mais uma dádiva em nossas vidas
E auxilia-nos a reconfigurar
O nosso jardim, de primores, sobre o ser e estar.

O verbo que conjugas,
Vai além de futuro, presente ou passado
É da época da boa nova
A graça, sobre ser amado.

E com amor, deixo este relato
Como já fiz outrora, para teu irmão.
És um ser requisitado
À brincar de bola ou futebol de botão.

Despeço-me dos versos
E resido na alegria
Aguardo a tua chegada
Sabendo da esperança dos novos dias.

Junto a tua família,
Eu, sua mãe e seu irmão.

Com amor,

Rafael.

janeiro 20, 2020

vida


Vida pulsa
Renasce, expurga
Recomeça, nos faz enxergar
Pontua, perante ao eterno, quiçá?

Ante aí pôr-do-Sol, o Seu nascer
Há a manifestação
O mistério do acontecer
A sutileza intrínseca...

Eis que viver requer atenção
É o instante, o agora
O saber contido nesta lição

O que, portanto, tu observas?
O Jardim de Belas Flores
Ou os castelos de pedras?

Falho, é o ato de colocar em palavras
O que existe, como inato
E não requer ressalvas.

O segundo do olhar,
A certeza sobre o amor
Eis que viver vai além do ser e estar...
É muito mais do todo que já se passou.

Rafael.

janeiro 16, 2020

ressurgir


Por onde andastes?
O tempo não te representas como linear...
A tua mente, ambulante por tantos espaços
Saberias hoje, como retornar?

Definistes, como jargão, a esperança
E reforças a tua perseverança.
Mesmo em tempos tão distintos
O quão distante estás do teu íntimo?

Por quê, recusastes o refúgio das palavras?
Talvez, pensastes em agir com menos ressalvas?
Escreves sobre teu próprio caminho
Eis o tempo de renascer, mesmo com a carne fincada ao espinho.

A poesia, tal qual a flor,
Requer como água, o teu próprio amor.
E se deixas isto, demasiadamente, de lado
Quem esperas, em um futuro próximo, caminhar em mesmo compasso?

Contudo... O bom filho a casa torna...
E traz consigo, as boas novas
Pois é bom retomar o que foi perdido
Principalmente, quando é aqui que reside o encanto

De tudo que já foi vivido...

E também, o preparo para o porvir.

Rafael.


janeiro 12, 2020

mudar

Veja bem, veja bem
Preste atenção
Retomar o caminho do bem
E da regeneração...

Os sinais que te deram
Vindouros de outrora
Revelam para ti, a verdade
Que deixastes do lado de fora.

Como, por mais intelectual que sejas,
Fechastes os olhos para o que deves admirar
Proteger, cuidar
Ser

A parte do todo
O todo da parte
A união feita pelo amor
Perante ao lado do vício e seu torpor...

Fostes avisado
Tantas e outras vezes
Porém, deixastes de lado
Por ego e pequenos prazeres.

Quiçá, como poeta,
Possa ressurgir.
Como homem,
Depende de ti...

Para seguir... Em comunhão.

Rafael.