dezembro 31, 2011

Retrato falado.

Era uma vez um menino sapeca,
Que pulava a cerca para matar aula,
Escalava árvores para colher seus frutos
E apreciava a vista de um lindo lugar!


Em uma época muito movimentada,
Este menino pôs-se a chorar...
E sua mãe perguntava: "Por quê?".
E o menino soluçava dizendo: "Nada hei de fazer...".


Talvez para conter o choro,
Ou para enfim contemplar seu tesouro,
Que mesmo com tanta bronca em seu peito,
Silenciara sua dor que parecia não ter jeito...


E este menino ainda está em uma história,
Seja a biografia de qualquer memória!
Porém, não tardou e muito pouco antecipou,
Este menino sapeca que ainda não sabe de sua peça, peca!


Que a vida lhe faz em meio as cicatrizes,
De muros e árvores e cercas tão mais felizes.
Este menino que tem um mundo em absoluto,
Poucos tentaram destruír em menos de um minuto.


Com um ventilador...


Rafael Nicolay

dezembro 30, 2011

Mais valor?

E quanto vale a vida?
Qual seria um propósito válido?
Digna de título ou mérito
Ou de um frescor enclausurado?

E quanto pesa a comida?
Que sai da Terra à panela,
Para nela retornar e sem tigela...
Em tratamento, deveras, para poder acordar.

Levante menino!
Veste a touca e coloca a roupa,
Deixa a voz rouca ecoar!
Entre postes e passarelas...

Pontes e aquarelas, mas agora?
Sim! E com o propósito de vitalizar!
A teoria à prática,
Quando a memória é fraca...

Em tese, pequeno gafanhoto,
Ainda tens o que fazer e descobrir,
O cobertor e o véu, presos!
E perceber que não é hora de dormir...

Ou sentir-se indefeso,
Pois nada acontece ao ato que permanece preso
Dentro da caixola.

Rafael Nicolay

dezembro 26, 2011

Mares...

Me tire e atire no peito, no leito...
Deste sol imenso,
Anzol para o céu.
Me faça transbordar, me faça caminhar!

Atenda o meu chamado, entenda!
Tantos os significados que não cabem ou não valem...
Esforços em vão.
E quantos achados que são considerados uma lição.

Grite! Caminhe pescador!
Saiba do teu valor para amanhecer,
Madrugar e reconciliar tanto a lua como o sol...

O vasto e o lençol,
Ante a terra, antes da serra...
A baía, águas da alegria...

Em si.

Rafael Nicolay



dezembro 24, 2011

Xmas.

Feliz Natal!
Eis algo curioso,
Como um gesto majestoso,
E entre tantos És como um tesouro...
Fez o céu anunciar!

Em estrela eminente,
Vista de todo o Oriente,
E aos templos sem o saber,
O Que estava para chegar.

Seria Alguém?
O Que seria?
Algo de bem?
Luz! Alegria!

Em discretos versos gostaria de anunciar,
O pleno véu que deixa-nos cegar,
Ante ao Espírito, o presente...
Ante ao Filho, um trenó faz-se evidente.

Eis um mistério!
Seria o da fé?
De fato, o que é sincero?
São os presentes que nos deixam de pé?

"Jesus.".

Rafael Nicolay


dezembro 23, 2011

Caro Leitor,


Faz-se necessário recitar tal poesia, texto ou melancolia.
Explicar que o céu não é tão azul quanto parece,
Interpretar o véu de quem casa, e o de quem rejuvenesce...
Ponderar entre montes, perambular entre pontes e... Viver!


Apreciar a arte de forma intrínseca,
Explicitar palavras!
Emoldurar a parte de forma implícita,
Como quadros dentre salas.


Subjetivar tantos contextos,
Textos que hão de proclamar,
Um dia, jovens sem pretextos,
Aliás, apenas o de poetizar...


E caro Leitor, poemas são como quadros!
Muitos enxergam apenas formas geométricas,
Outros conservam a lei da inércia,
Ante a visão de sonhos, se encontrar...


"Um brinde a poesia!".

Rafael Nicolay

dezembro 18, 2011

Velejar...

Eu queria o presente,
De bandeja e sem moleza,
Queria o agora para toda hora...
E contínuos laços de quem sabe cantar.

À vida e a poesia,
Entristece-me tantas regalias...
Que despencam de pedestais,
E demonstram-se tão banais.

Eu queria o controle dos tempos,
Amores!
Queria as flores... Dos ventos,
Sabores!

Encantar o mundo com pernas de pau,
Ser levado ao cume, em uma montanha tropical...
Conhecer tantas grandezas, limites, fatoriais...
Entender tamanha gentileza, entre a raiva e o ódio, mortais.

"E eu queria tudo, mas não sabia de nada...
Como convencer o "todo e tudo" com estes olhos de pirata?".
Rafael Nicolay




dezembro 13, 2011

Vida de inseto.

"Redondos ou triangulares,
De qualquer forma são todos quadrados!".
E me sobe um arrepio,
Tal qual um assovio,
Talvez seja a verdade...
Ou quem sabe, a falta de realidade?

E quem sou eu para julgar?
Critico até minha sombra,
Pobre coitada!
Não tem como retrucar...

Esse medo em resquício,
Esse fantasma do ofício...
Mas não eram fantasmas?
Ou eram, apenas, palavras?

Pensamentos condimentados,
Opa! O que foi consignado?
A liberdade ou as mazelas?
As lágrimas ou seu passado?
Refém de todas elas...

E me assustam,
Definem por definições!
Enclausuram, atormentam,
Tantos poucos corações!

E por fim perecem,
Em um melancólico e sombrio...
Fantasmagórico lugar!
São estes que trazem o frio!
Estão em qualquer pensar...

"São estes...
Os insetos interiores!".

Rafael Nicolay

dezembro 10, 2011

Chaveiros.

E somos amigos,
Amigos de fato,
Amigos em ato...
Repito, amigos.

Não sei!
Muito bem o que digo ou o que defino,
Amigo é amigo,
Ponto, vírgula ou rima?

Intactos à vida,
Porém, o material,
Nos deixa refém...
Ante o essencial!

Mas amigo, então digas,
O que está perdido?
O que é a vida?
Esta que tanto desejo...

Anseio, procuro,
Desperdiço meu tempo,
Pulo até outros muros...
E até deixo meus versos soltos.

Como em um diálogo maroto,
Malandro é malandro,
E eu fico perambulando...
E te pergunto: Amigo! O que é amigo?

"Talvez seja a essência,
Talvez a aparência,
Mas amigo... Sempre estou contigo!".

Rafael Nicolay 


dezembro 08, 2011

O sono.

Sabe... Eu queria dormir...
Tirar minhas amigas do rosto,
Estas olheiras profundas, aqui,
Que não saem nem por desgosto.

Eu queria deitar, por mais um...
Segundo... Hora... Dia...
Fechar os olhos e nenhum,
Ser para acordar, tamanha ousadia.

Talvez fosse a falta de chuva,
O cheiro de terra,
Lágrimas de viúva,
O gosto da serva...

Servo do cotidiano,
Escrevo do coração...
Eu queria dormir!
Deitar-me-ei aqui no chão...

"E se alguém reclamar,
Eu falo que estou dormindo...".

Rafael Nicolay

dezembro 06, 2011

Pensas.

Se escrever, logo cresço.
Ao buscar, desperdiço.
Um sonhar, estranho berço,
Ao pensar, logo existo.

"Sem mais...".

Rafael Nicolay

dezembro 04, 2011

Ventania.


Texto e a alma,
E como se intercalam,
Textualizar, suavizar,
De fato, acalma.

Poesia para poucos,
Ou tolos que queiram ler,
E escutar, até acreditando,
O que um simples poeta tem a dizer...

Entre o verbo e o fardo,
O comisso, o entediado,
A procura de um laço,
Que me entrelaça o sentido.

Este, por fim,
Emoldura-se vago,
Aos planos que visualizo ao crescer,
Entretanto...


"São elas, entrelinhas, que me fazem viver.".

Rafael Nicolay

dezembro 02, 2011

Balões!


São de balões...
Todas as poesias,
Todas as alegrias.

Alguns inflados,
Outros nem tanto,
Outros ainda pelo ar...

Cheios de vida, de gás,
Inovando o ambiente,
Fugindo do evidente...

Voando e voando,
Como poetas,
Às pessoas.

E não omitem,
O quanto estão felizes,
Mas mentem...

Em algum momento,
Ao que lhes é convincente,
Mentem para si...

Do que sentem aqui,
Dentro de uma caixa,
Entre tantas faixas...

Sim, é o amor,
Não, é a paixão,
Opa! Mais um balão...

"E balões tendem a cair...".

Rafael Nicolay

dezembro 01, 2011

Ô mãezinha!

Ô mãe, me dá um abraço!
To com medo, vem cá, do meu lado...
Dá benção mãe,
Faz machucado sarar!

Mãe, ô mãezinha,
'cê' que sempre falou...
Ó, você tava certa!
Consegui, viu mãe!?

Ei mãe, nossa, a senhora tá bem?
E o remédio? E as receitas?
O médico disse que você não pode se esforçar...
E olha você ai, pra lá e pra cá!

Mãe! Mamãe!
Nossa, cadê você?
Você, justo você.
Que saudade!

Saudade de quando remédio ardia,
Mas você estava ali pra assoprar,
Saudade de quando você me protegia...
De bicho-papão, monstro no armário ou debaixo da cama...

Mãe... Nossa, que falta!
Sim, estas são minhas lágrimas por ti...
Mas mãe... Obrigado...
Sabe, todo esse carinho, esse apoio...

"Foi assim que eu venci!
Com você... Dentro do peito.".


Rafael Nicolay

novembro 30, 2011

Novidades

E talvez eu até queira,
Dominar a arte das palavras,
Nesta vida corriqueira,
Encontrar boas doses em deslavra.

Do papel querido,
Há novidade, meu amigo!
A verdade, entretido...
Em uma mesa qualquer de bar.

Poetizar o mundo,
Os povos e nações,
Entender, profundo,
Tantas rimas e refrões.

Acreditar no ingênuo,
Que faz-se considerar,
Tentar colocar em papéis pequenos,
Aquela forma de amar...

Tolice minha, querer,
Em poucos pedaços brancos,
Inovar, entreter,
Uma platéia sem bancos...

"Pois difícil é perceber,
A novidade e a poesia.".

Rafael Nicolay

novembro 27, 2011

Sapiência.

E de Chico nada tenho,
E de arte me detenho.
Em ordem e forma à medida de tudo,
Ou todo que ignora.

As margens de um ar, navio,
As notas reciclar, em fio...
De cobre, carma,
Em porte, arma.

Alma que delira,
Devaneio que atira,
Em verdade, luta,
Plenitude, conduta...

E quem fala de sonhar,
Não percebe, em casa...
Que um outro mundo lhe dá,
Com asas.

Aconselha-me irmão,
Esguio coração.
A encontrar minha loucura,
Media ponderara, desta aventura...

"Mundana de ser... Sapiens.".

Rafael Nicolay

novembro 24, 2011

Águas.


E os olhos apontaram,
Ao copo pela metade,
Que de água não faltava,
A garrafa e sua verdade.

Que ao encher, transborna,
Ao beber, nada sobra,
E entender, renova,
Ao limpar, água posta...

Em copo de vidro,
E de singelo pedido,
Ao estande, da mesa,
Porta, grade, geladeira.

Em um gole muda,
Emoldura e refaz,
À tanta sede, perdura,
Condição que satisfaz...
"Ser bem maior...".


Rafael Nicolay

novembro 21, 2011

À súplica.

"Nossa sina é se ensinar...".
Tormenta-me a mente,
Produz-se ao som,
Felicita-me, presente,
Resquícios, dons.

A forma de outrora,
Ao modo que não dizia,
Fabulosa aurora,
E a maneira, a qual conduzia...

Tais passos desordenados,
Explicita um sentimento enclausurado,
De forma sutil, plena,
Em cor de anil, serena.

Em teu seio, a dança,
E o teu cerne, nossa música,
Em receio, esperança,
Dos dias atentos à súbita...

"Maneira de olhar...
Ou Não.".

Rafael Nicolay

novembro 19, 2011

O mago.

E ao mago tudo jazia,
Em flor, em dor, em poesia,
Mas ante a sua essência,
Perdura sua impertinência!

"Até o fim...".

Rafael Nicolay

novembro 15, 2011

Outrora, melodia.

E ao ontem,
Retirado ao dia,
O hoje,
Tua nova melodia.

E o que sou,
Perambulas pela mente,
E para onde vou,
Inconstância consciente.

Sou mesmice de todas as manhãs,
Serenatas em noites aos divãs...
Sou palhaço, sou o picadeiro,
Sou boneco, raio, relampejo.

Estabaco de areia,
Caneta, lápis, tudo o que mais se anseia...
Ao recitar, ao escrever,
Ao meditar, ao renascer...

Sou repetição, espetáculo, avião,
Rima em guardanapo,
Verdades em panos de prato,
E por fim, em devaneios, cancioneiro, coração...

"Às rimas de prontidão...".

Rafael Nicolay

novembro 14, 2011

Ao natural.

Será o amanhã chegando,
Ou minha febre terçã dialogando?
Será o rio, cachoeira,
O meio-fio, corredeira?

Seria a nostalgia,
Ou suas vizinhas?
Seria o preço, a prece,
Encanto que rejuvenesce?

É o momento, intermitente,
À melodia, eloquente...
Às poesias, em nossa mente,
Pensamentos, reluzentes.

Em "flashs", memória,
Sinceridades, história,
Em tempo, um marco,
Às águas de março.

Dentre vales e montanhas,
Prospera ao que faço,
Eis os sonhos e as manhas,
De um monge palhaço...

"Inconstância ante ao estardalhaço,
Às façanhas dos primeiros passos.".
Rafael Nicolay
com: Julia R. Schwartzman & Artur D. Rossi.

novembro 13, 2011

Diadema!

Eis a derradeira canção,
Minh'alma de prontidão,
Para o soluço,
Para o vulto...

Entra, adentra,
Casa de Sinhá,
Espanta, encanta,
Nosso momento, nosso chá.

Um tanto quanto maior,
Simples fato melhor,
Fardo, cuidado!
Carrega-me, velado!

E bagunça enfim,
Meu intrínseco fim,
À forma de olhar,
Basta, desapegar...

E há paixão,
Onde ficaste, coração.
Válido, sereno,
Intacto, pequeno...

"Diamante à lapidar..."

Rafael Nicolay

novembro 11, 2011

Estupefata.

Somos crianças, adolescentes,
Adultos, velhos.
Somos o que acreditamos, diferentes,
O belo, o que há de sincero...

Unidos em fé, à falar,
Ante o amanhecer,
À prosa, o cantar,
Por Você, um viver.

E o enjôo, vôo,
A doce cantata,
Incita, ao novo,
Poesia estupefata.

O ponderar essencial,
Traduz, reluz,
Amor incondicional,
Ao som, à cruz.

"À quem foge do condicional...
Vital."

Rafael Nicolay

novembro 06, 2011

Declarado.

Ao cotidiano raro, entrada de meus atos.
E quando surgir,
Há inspiração,
Expira do peito,
Traduz o coração.

Ao expresso simultâneo,
Em olhar momentâneo,
Sem saber o que medir,
Ou seria à consumir?

E há quem declare ausência,
Nada mais á falta de carência,
Eis quem sabe o conhecer,
Enfoque raro do entreter.

Sois poetas raros,
Perambulando entre avenidas,
E de graça, ao faro,
Prendas à nossas vidas...

Sem rima,
Como é o lidar?
Com essa sina...
Sina nossa, de se ensinar.

"E ao fato, transpassado...
Verdade és, amor, declarado."

Rafael Nicolay

novembro 03, 2011

Ser... Eu!

Vago ao batuque,
Entretido ao enfoque,
Perdido pela trupe,
Essência, jaz, nobre.


Rafael Nicolay

outubro 31, 2011

Souvenir.

Há quem duvida,
À tal certeza,
Eis minha prosa,
À tua proeza.

E por tanto acomodado,
Estica-se, indignado,
Ao robusto e enovelado,
Ser à acamar.

Entre verdades,
Constantes viagens,
Esdrúxulos lugares,
Alma à protestar.

Anseio da "vontade",
Versos em beldades,
Discursos dentre os lares,
Começar a caminhar.

E quem diria,
Desta confusa melodia,
Há profunda alegria,
De quem descobre o seu lugar.

"Mas sempre encontro sorriso
E o meu paraíso é onde estou...
Eu não sei na verdade quem eu sou."
Rafael Nicolay

outubro 26, 2011

Às rosas...

Eis outro ser,
Conduz minh'alma ao crescer,
Paradígma dentre tantos fatos,
Posturas entre colabados atos.

À calada da noite,
Ao vento cantante,
À memória de boites,
Há o frio dançante.

Para com o meu viver,
Eu, ao buscar este outro ser,
Atento ao meu corpo,
Procurando este porto...

De silêncio que permito,
Há ausência do prolixo,
Eis o frio que recito,
E poesias em conflito.

"Pois deves imaginar,
Aos olhos de um simplório ser,
Ao frio que permito, aparecer,
Há, entretanto, o fato de se apaixonar...
'Amanhã... Será?'"
Rafael Nicolay

outubro 24, 2011

Cognitivo.


Eis quem sou,
Um herdeiro de lições,
Quem há de conhecer os sóis,
Emergindo emoções...








À flor da pele.

Rafael Nicolay

outubro 21, 2011

Ao tom.

Ante a maturidade,
Inocência que perdura,
Passarelas da verdade,
Às formas de conduta.

Perplexidade,
Eis quem busca,
Eis quem luta,
Quem permuta?

Há o verbo,
Houve o verso,
Atingiu-se a ordem,
Protela-se à bagagem.

Dentre experiências,
Por tantas vertências,
Formas maturas,
Sonoras, partituras.

Perante o visível,
Indaga-se ao notável,
Intelecto sensível,
Desejo mutável.

Eis quem busca,
Eis quem luta,
Eis quem traduz, expressa em códigos,
À vida, à alma, poesia que reluz.

"E que meu corpo seja poesia para tua alma..."
(Dualidade)


Rafael Nicolay

outubro 03, 2011

Prefácio.

À fragilidade estamos submetidos,
Às margens de vendas e tampões.
A percepção entre o meio, é o indivíduo.
Mediante o meditar de tantas emoções.

O quão poético é,
Ao que tudo constrói,
Eliminar a si, de pé,
À mão que destrói.

Pureza que emoldura,
Plenitude absoluta,
Sabedoria espacial...

Sons e sonetos,
Transcritos em prosas, versetos,
Postura, aforma temporal...



"Conduta, à alma imoral."

Rafael Nicolay

setembro 27, 2011

À expressa.

És dito pelo calado,
Olhar, entretanto, desafenado,
Omisso pranto,
Emoldurado.

"Por expressões que não evitei..."

Rafael Nicolay

setembro 16, 2011

Tudo.

E hoje eu quero ser o tudo,
Diferente do todo que tu precisas.
Pois como tudo,
Tudo de melhor do meu ser, tu terás...

Onde todo o dia,
O hoje,
Partirá para amanhã com o tudo,
Que eu tenho para depois...


"Pois sempre vou procurar ser tudo...
Todo tudo, menos o todo seu."

Rafael Nicolay

setembro 12, 2011

À essência.


Eis minha singela poesia,
Em pranto, à agonia...
Ao medo de acordar,
Olhos fechados ao enxergar.


Tu que emanas luz,
Em meu simplista ser traduz,
Há beleza ao mundo,
O pôr-do-sol mudo.


Eu tento,
Eu aparento,
Eu prometo,
Eu não me esqueço.


Em obras,
Em memórias,
De Ti,
Meu Pai, aqui!


O sentimento,
Neste firmamento...
Meu céu,
Nosso carrossel.


Meus lírios,
Delírios,
Ostentações,
Oh Pai, tantos corações!


"Que precisam de Ti... De Ti."

Rafael Nicolay

setembro 09, 2011

'Vozmice'.

Eis o que vejo,
Atendo ao pestanejo,
Voz, merecer,
'Vozmice'.

És de lua dourada,
Pôr-se-à prostrada,
Ao meu ingênuo coração,
Aos braços e abraços de um irmão...

Eis quem disse da alegria,
Transformaste meu dia,
Em uma época melhor,
Um amor um tanto maior.

Permita-me inspirar,
Teus perfumes,
Deixe-me intrigar,
Com teus costumes.

E ao precisar,
De um algo a mais,
Basta-me olhar,
Ao meu lado e não atrás...

Pois em humildade, sei,
Um sorriso conquistei,
Identidade com o qual,
Deitado ao quintal...

Sonhava aos montes,
Universo defronte,
Em um brilho maior,
Estrela melhor...

"Me larguei, dormi, nas margens de mim...
Acordei, percebi, você, enfim."
(OTM - Nas margens de mim - Adaptado)

Rafael Nicolay

setembro 08, 2011

Nós.

E ao pensar,
Eu começo a acreditar,
Com os pés no chão,
Que este sonho está...
Nessa visão...

Com rimas, refrão...
Em você!
Sem mais ilusão,
"Quermesse".

Entre o triunfo,
Meu coração permuta,
Nessa conduta,
Como um trunfo.

Que levo em mãos,
Às horas da contramão,
Balada assinada,
Abstração constatada.

Ah! Minha saudade,
Em pausa,
Breve encontro,
De ressalva.

Às caladas da noite,
Ao pôr-da-lua,
Antes da meia noite,
Continua...

A cantar,
Aparecer,
Semear,
Viver!

Eis quem sempre ama,
Revive esta chama,
Em lenhas de oração,
Um novo dia que...

"Sempre me mostrará,
Você,"
J.

Rafael Nicolay

setembro 05, 2011

Aldogão doce.

Quisera eu acreditar,
E toda nuvem transformar,
Em um reflexo do chão,
À sombra de algodão.

E que por vezes me pega,
Desprevinido ao pensar,
Seria ele doce?
Ou seria a nuvem a sensação?

Técnica em desenhar,
E com o giz entonar,
Aos altos ventos,
Em um brado, relento.

O desenho de coração,
A tonalidade junto a estação,
O clima em bom tempo,
À calada de um momento.

Com sol em mim,
A lua em nós,
Criando asas, querubim,
Desafina ao perceber tua voz.

E ficava o balanço intacto,
O algodão molhado,
À margem, espelhado,
Sentimento, doce, impacto.

"Difícil mesmo é ser."

setembro 04, 2011

Tevelição!

Eu gostaria de escrever,
Procurando entreter,
Tanta gente desocupada,
Tanto que eu não falava nada.

Não pensa,
Não cria,
E comenta...
E ria...

De piadas todos os dias,
Em forma concreta,
De tudo que senti,
Abstrato, não está mais aqui.

E quem é esse ser?
Essa pouca abstração,
Absorve o entreter,
Ou seria a televisão?

Em qual canal eu procuro...
O melhor e singelo e imaturo,
Comediante da rádio ou TV,
Intrigante ser em você.

Enfim à poesia,
À margens nostálgicas,
Malabares de alegria,
Ou felicidade... Espontaneidade.

"Pra ser sincero..."

Rafael Nicolay

agosto 28, 2011

Senhores.

"A permuta de sem dores,
Senhoras e valores,
Às linhas de minha canção,
Balada na contramão...
Pois perdura, permuta de amar."

"À moda de Pessoa,
'Põe quanto és no mínimo que fazes.'"

agosto 26, 2011

Retrovisor

"Quisera eu dizer,
Tudo o que o coração sente,
Mas transbordando em viver,
A mente desmente.

Entre o certo e o verdadeiro,
A coragem e o cavaleiro,
Meus moinhos e dragões,
Meu amor, minhas lições.

Entre a poesia e a moda,
O conteúdo feito em prosa,
Ao que nos é moldado,
E o melhor que nos é inspirado.

Experimentos do saber,
Escolhas entre o crescer,
Ou a mais-valia,
De alguma forma, digo tudo o que queria.

E deixo como um espelho,
Uma imagem em que ajoelho,
Diante de si,
Perante existir.

À trilha e bifurcações,
Escolhas e reações,
Camarins de minha nostalgia,
Futuro do que fui um dia."

"E o retrovisor deixa explícito,
Que se vou para frente,
Coisas ficam para trás.
A gente só nunca sabe...
Que coisas são essas."

Rafael Nicolay

agosto 20, 2011

Convenção.

"E perceptível,
Falível em emoções,
Inteligível,
As emendas dessas ações."

"Evoluir."

Rafael Nicolay

Valsas

Unificado ao ar,
Meu universo por pensar,
Compartilhando meus mundos,
Incógnitas do absurdo.

Cosmos em canção,
Caos em plena estação,
A desordem e o progresso,
Ordem de regresso.

Para nossas origens,
Derivando em diretrizes,
O real surrealista,
Simbólico e "hermetista".

Minha ação de graça,
Minha casa, minha caça...
A nossa colisão,
Corpos de uma mesma dimensão...

Que expor-se-à novos mundos,
Universos intrínsecos ao nulo,
Que sinto em você, paz por viver...
Pai à quem espelhaste, há de renovar meu contraste.

Quem pronuncio como um tesouro,
Deixaste teu ouro,
Servir e ser este viver,
Pronúncia a você.

"O simbólico  valor,
Antiquário sabor,
Conservado senhor,
Persistente em meu interior..."

Rafael Nicolay

agosto 19, 2011

Frio.

E o inverno faz-se presente,

Ao verão que se apegou,

Dentre os corações existentes,

Apenas para o nosso se revelou!





"Há tempos,
Eu sentia frio."
Rafael Nicolay

agosto 17, 2011

Denota a si.

Resume-se minha resposta em atos.
Minha escolha; a fizera com o pensamento de um homem,
Por caminhar ao meu lado uma bela mulher...
Enfim, denotarei ao meu verbo,
A plenitude que tu procuras,
Ou seja...

"Minh'alma."

Rafael Nicolay

agosto 14, 2011

Suprema.

Nostalgia de meus futuros,
Folia de meus passados,
Visionários amigos ao lúdico,
Preserva-se o presente contado.

Carícias e sorrisos,
Pudor presente em sinos,
Sina nossa de entender o incógnito,
Excluindo-se de todo real ilusório.

Entre a poesia e a prosa,
Emana entre os dias, a tua rosa...
A quem encanta, é de comover,
Espaço, mantra de nosso viver.

E vive-se em cavernas míticas,
À sombra do medo em forma nítida,
Desbravador em colisão,
Realidade, verdade, coração.

O valor confidente,
À confiança permanente,
Entrelinhas ao dizer,
Entre linhas do saber.

Concluo sobre esta lua,
Em sua coloração dourada,
Roubaste minha solidão crua,
Dando-me esta alegria prateada.

"Pois és como ouro,
Resplandece meu tesouro,
E de tua lua prateada,
Mesma luz que emanas...
Apaixonada."

Rafael Nicolay

Atitude.

Plena atitude,
Verdades entre mãos,
Sentimentos em um coração,
Plenitude.

"Quem se dispara, não se dissipa."

Rafael Nicolay

agosto 06, 2011

Cinco atos.

Sou um "Clown" sem máscara,
Que do nariz, retiro a graça...
E na ausência da pintura,
Esculpo minha aventura,
Que em cena, mostro-a plena!

"A máscara do mundo,
Nariz que aspira poder,
Perdido e confuso,
És mais um ser para crescer."
(Nikko)
Rafael Nicolay

Embolado

Eram, por fim, bolhas!
O local em que eu procurava minhas verdades, minhas bolas estouradas, meus olhos abertos para esta realidade. E que sabemos o quão dura é, como a rudeza convém com os desejos de quem se sobrepõe a quem. Em fato, minha poesia é calada, imatura, acamada... Pois meu intelecto ainda perece de uma fonte, mas que aos montes é introduzida dentro de meu ser. Esta é uma fonte que em prosa, permanece inerte e em melodia, como o óbvio, dança ao reluzente som que preste. E a prestação de serviço é parada pelo ponto final, que por inspiração, aspira meu canal... E a perfumaria, como Anitelli dizia, é o que podemos ver, mas viver sem sermos vistos é o que passa pelo previsto, o medo, a fuga, minha forma de expressão, minha constante luta. E sim, por fim, eram bolhas de sabão, livrando-me da sujeira, penetrando meus olhos com o ardor, talvez, da compaixão.
A vida que continua em meus átrios, pulsáteis e concorrendo por vagas neste espaço, vazio... Espaço que mente, a gente, mas segue em frente por rimas, rifas, tarifas e refrão. Consolidados em um único local, a minha fonte, meu ponto, novamente, final.
E por prosa em versos de poesia, toda prosa fica a vontade do dia, por assim dizer e merecer, meu valor, meu sabor, minha fonte de calor... Que traduz em um embolado de palavras, sinestesia em contato com esta lavra... Sim, sou lavrador, de primeira à terceira pessoa, mas na verdade o que eu realmente queria...
Era olhar para um mundo, momento, monumento, com maior sabedoria.

Rafael Nicolay

O Lúdico.

"A poesia prevalece..."
Desenvolve-se a dança,
O conceito de poetizar,
A melódica esperança,
O intuito de ensinar.

Entre tantas poesias,
Palavras e palavrões,
Quanto ao tamanho da rima,
Melhores notas em refrões.

Que traduz um espelho de si,
Encanta-se por tanta percepção,
Capta todas as ondas por ali,
Reflexos intensos do coração.

E ao amanhecer com brilho,
Permanece escrito mais uma canção,
Entende-se pelo conflito,
Em mais uma oração.

O sentido,
O mágico,
O lúdico,
Nosso teatro!

"Num passado remoto,
Perdi meu controle..."

Rafael Nicolay

agosto 02, 2011

Entropia

Era noite e foi-se o dia,
Memórias nostálgicas do que precedeu,
Entre o amor e a alegria,
Às mais belas poesias,
Do tempo que não se perdeu.






Tempo é a percepção das assimetrias nos processos de evolução da natureza.”

Rafael Nicolay

julho 29, 2011

Good Man

Envolto de muralhas,
Íntegro valor,
Assemelha-se a escaladas,
Um pouco de ardor.

Que remanesce em brando peito,
O homem, bem feito,
Humilde ao social,
Contra o pecado capital.

Em abrigo de luz,
Que tua segurança traduz,
E a plena sinceridade,
Retrata a Tua vontade.

E ainda é anônimo,
O espelho desse bom,
Mas continua germinando,
Esta semente, em outro tom...

Que me extingue de palavras,
E permite entrar em Tua morada,
E percebo que Fazias parte de minha,
Porém, não enxergava nada.

E é por conectivos,
Que faço minha oração,
Juntados e unidos,
Povo de uma só nação...

“É o que perdura entre a ilusão e a serenidade...”

Rafael Nicolay

julho 26, 2011

Felicitações!

Especial,
Com toque de sabedoria,
Sabor de amizade,
Dom da alegria.

Por campos simples,
Pelo sol que se põe,
Opõe-se ao medíocre,
Verdades de mãe.

Que orgulha-se de ti,
Pequeno pássaro cantador,
Em alturas com sol,
Em solo faz este verão...

Sem características,
Permanece em poesia,
Com toda a tua prosa,
Para esta sina nossa...

E procurando presentear,
Sorrio ao ver passando,
A nota de pura fermata,
Entre os tons deste plano...

E quando tento rimar,
Procuro em outra língua,
Poder te recitar,
Mais um poema, minha amiga.

"Parabéns pra você!"

julho 25, 2011

Minhas verdades, meus contrastes.

"Não existe amor impossível,
Apenas pessoas incapazes de lutar por aquilo que chamam...
De amor."
Tênue paixão,
Abstrato de meu ser,
Intrínseca ligação,
Elo de viver.

Em momentos despertos,
Sonhadores acordados,
Miragens ao deserto,
Semelhança entre fardos.

A poesia que traduz,
Sempre em códigos,
Ao poeta que reluz,
Seu amor contra seu ódio.

Em extrema absorbância,
O conhecimento precipitado,
Entre a luz e a transmitância,
Fotocélulas, está guardado.

A rima e o tesouro,
A vida e o meu ouro,
Nosso destino em nossas mãos,
Mais um assunto do coração.

E sempre acompanha-me,
A tua nostalgia,
Que perdura em campanhas,
As alegrias do meu dia.

Por fim prevaleço,
Em local que sempre perdurei,
Inspiração, recomeço,
De tudo, o todo que sempre amei...

"Você."

Rafael Nicolay

julho 24, 2011

London Eye

Volta,
A fantasia nossa,
Momento inesperado,
A magia, o reinado.

Que por um Ser,
Encanta aos olhos,
Entre amigos,
Com seu repertório.

Entre a graça,
A garça na lama,
O servo ao chão,
O cervo em direção...

As vestes sujas,
Ao que nada muda,
Por falta de atenção,
Tamanha alienação.

O inesperado,
Cervo intacto,
Servo acamado,
Primeiro contato.

Com a volta ao mundo,
O giro gigante,
Serena e constante,
Alegria interior.

"O nexo perdura,
Em sabedoria de si,
Que em solo demonstra-se,
Superior."

Rafael Nicolay

julho 22, 2011

Cantos...

Entrelaço-te,
Incômodo ser,
Estranho sentimento,
Racionalização.

Por correr em palavras,
Rimas postas, rimas largas,
Verossímil,
Idealização.

Olhos de Gregório,
Acordes e estrofes,
Silêncio em ações...
Determinante.

Oh, operar,
Destino da vida,
Acompanha ao tom,
Assim como o dom...

Querendo amar,
Aceitando sofrer,
Inspiração em crepúsculo,
Verborragia à desejar.

"Há pena em dizer,
Apenas entender."

Rafael Nicolay

julho 21, 2011

Factos!

Engrenagem de produção,
Modelo, exploração,
Ao primeiro ato,
Ao espetáculo...

Em nu cotidiano,
Excluem-se essências,
Mecânica plena,
Física moderna.

Contemporâneo,
Ante relações,
Massas de amor,
Geometria espacial.

Intérprete,
Relevância de fatos,
Compras em ações,
Ausência.

Pessoal,
Personalidades,
Intrínseco mundo,
Sem oposições.

Os três atos traduzem,
Aos intérpretes sem dores,
Pagãos de amores,
O contemporâneo bem-estar.

"Pois dizem em classes,
Distinguem-se da moda,
Transformam-se em contraste,
Esta alternatividade  ilusória."

Rafael Nicolay

julho 20, 2011

Sonho meu.

Estupefato,
À certeza,
Certa e livre de mazelas,
Beleza pura.

Novela das oito,
Meu globo em horário nobre,
Que defino meu destaque,
Meu foco, bivaque.

Que por tanto desejei,
Aprender a orar,
Sentimentos de um rei,
Escutar e amar.

Poesia que sempre simples,
Permanece em um canto oculto,
De minha mente,
De meus vultos.

Para trilhas que me dirijo,
Segue ao volante do destino,
Um local, um abrigo,
Este encontro repentino.

Que finaliza meu dia,
Me coloca em reticências,
Define a dramaturgia,
Amor, em sua plena essência.

"Poético,
Apaixonado,
Entre o tanto,
Permanece desacordado!"

Rafael Nicolay

julho 18, 2011

Remar.

Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma.
Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também!
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade!
Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também.
Eu desisto fácil, você sabe.
Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.



(Caio Fernando Abreu)