maio 26, 2017

interação

O dito nem sempre é necessário
Quando se é sentido, em diversos momentos
Através de um profundo olhar...

O que sinto, sei que ao passo que meu corpo é purificado,
Torna-se livre e diretamente interpretado
Como o que realmente é e existe.

E ao momento em que minha mente é disciplinada,
Tudo se torna claro e belo,
Com a leveza imensurável do amor eterno.

Entre os encontros e encantos dessa vida
Apreciar com serenidade e calmaria
É um dos mistérios que venho presenciar

O novo se faz eterno
E o ciclo é rompido com esmero
Para se viver nesta nova ascenção.

Mas eis que a humildade e a lucidez
Tornam-se vestes de antemão
À qualquer início de jornada

Seguindo os nuances dessa estrada
Que outrora, rapidamente observados
Agora, os pormenores são vivenciados

Tal qual o ato de respirar...
Pleno, profundo, devagar.

R.

maio 25, 2017

cumpleaños

é Ano Novo!
sim, aquele mesmo, pessoal
e mais uma volta completa
ao nosso maior Astro central

e Ele irradia em meu íntimo
todo amor e verdade
toda força e vontade
para seguir essa longa viagem

mais um número na escala temporal
mais um passo rumo ao mundo astral
para realizar esta missão
e estar com meu Pai celestial

agradeço pelas curas que recebi
entendo que muitas estão por vir
e a firmeza hei de encontrar
a cada dia, em minha mente, há de se formar

um castelo edificado com o amor
representando a humildade
transbordando luz
para todos nesta verdade

por estas palavras
deixo o meu agradecimento
à todos que me ajudam a levantar
e com eles quero estar

cantando, louvando
e sempre lembrando
que o maior presente, além da imaginação
são os laços desta tão pura união.

obrigado

R.

maio 24, 2017

Panorama

Eis um pedacinho da verdade
Que representa o todo interior
E me permite, com tamanha sinceridade
Expor-me perante esse amor

Que veio por ti,
E, agora, ultrapassa barreiras
De tudo o que aprendi
Sobram as noites na fogueira

Este sentimento,
De ausência em palavras
À presença em movimento
E o olhar que sempre me acalma
Dizendo os versos que estão no vento

Eu, buscando minha humildade
Percebi a falta de destreza
Até chegar ao mar da tranquilidade
E perceber-me como grão-de-areia

Sou parte deste panorama
Uma recordação atemporal
Em essência que inflama
Este amor tão natural.

Assim, deixo o meu registro
De uma parte desta verdade
Pois sua plenitude
Está nos caminhos desta irmandade.

Com amor,

R.

maio 23, 2017

soprou

ê, vento soprou!
adentrou o corpo
e a tudo remediou
à cura, há cura!

fôlego e intenção
seguindo a mais pura tradição
que é apropriada
mas, com respeito, repassada

peço amor, peço luz
peço firmeza a meu Jesus
e aos guias que aqui trabalham
através deste sopro como a gota de orvalho

cai, inspira,
renova e equilibra
essa força oriunda de uma nação
de curadores de outra geração

e que vem nos apresentar
a atenção com a dosagem
o auxílio através dessa passagem
e o ensino de uma fonte infindável

salve o humilde
que entende o caminho perante os ares
da união de tamanhas medicinas
às cinzas do feitio que nos disciplina

para caminhar
sabendo a importância que vai além de onde se quer chegar

R.

maio 22, 2017

broken glass

sobre os dias quando o melhor
está no simples respirar e agir com calma
entendendo e vivendo o necessário
por um dia que seja

percebendo que a cada dia
damos um passo,
seja com a esquerda ou a direita
ao final, tentamos nos equilibrar...

mesmo que não consigamos
estamos diante desse momento de fôlego
e com ele, devemos respeitar
o que somos e onde devemos chegar

em súbito estalo,
tudo o que se sente vem à superfície
e mesmo no caos
o amor resiste

então, aqui deixo meus votos de amor
próprio, sem culpa, sincero e sereno
que não cabe julgamentos
apenas a magia deste momento

parte à parte,
do todo que é viver.

R.

maio 20, 2017

zelo

eu tenho zelo...
e agora percebo o panorama inteiro
que reflete o amor
por este simplório companheiro

na atitude de se desprender
percebo o infinito renascer
e curar antigas mazelas
quiçá o anúncio da nova era

em meu coração,
que transborda esta alegria
percebo as entrelinhas desta poesia
bem além do meu querer

é a beleza do não ser
pertencendo à unidade
e magia de viver
junto a esta irmandade

e com amor, percebo o que sou
continuando a caminhar
é a hora de me firmar
e assim entender mais...

sobre esta missão
e edificar com certeza e humildade
os ensinamentos desta sessão
nos caminhos da verdade.

R.

maio 18, 2017

curai-me

é de cura que necessito
nos meus mais íntimos devaneios
ao alimentar o que sinto
preciso, deveras, de conserto.

mas sei que isso depende das minhas ações
e a cautela com que passo por palavras
disciplina e humildade
perante a humilhação de quando eu chorava

ante a perceber toda a beleza no mundo
e estagnar neste ciclo inóspito
podes pensar que estou louco
e afirmo que é verdade, porquanto ignoro

esses detalhes ínfimos
mas que desbancam sistemas inteiros
e eu, incrédulo, esperançoso
acreditei no sentimento ilusório como verdadeiro

me perdoem as palavras
de fato, em demasia
sou um ser prolixo
e devo conter minha própria dramaturgia

por fim, entendo
que a cura é novamente um adeus
que seja definitivo
pois sei o que o passado já me deu...

lembranças boas demais
para querer chorar.

R.

maio 17, 2017

a caverna

Eu andei por tantos vales
E caminhei rumo a esta caverna
Ali encontrei uma charada
Que abria a porta à luz de velas

"Quem aqui entrar
Não basta o seu querer
Deve se entregar
E esquecer-se de você"

Assim permaneci
Acampado em minha consciência
Tentando resolver
A charada com minha vaga ciência

Percebi a fome
E a sede chegarem.
Senti o frio da noite
E os medos entrarem

Mas busquei a coragem
E com o resto das forças
Sobrou a saudade
De quem uma vez fui

E de quem conheci
Cada pedacinho de memória
Que ali precisava
Deixar ir

Amanheceu um Sol dourado
E cansado me vi esmorecer
E sem forças para voltar
Supliquei por este conhecer

A caverna estremeceu
E gotas caíam de seu teto
Tentei levantar-me
E repentinamente, me vi coberto

Com toda a bagagem que acumulei
As verdades que eu mesmo criei
E vi o quão efêmero era esta concepção
Aflito, ali estava, em plena desilusão

Em algum momento
Perdi noção de minha memória
A cognição falha
Já não recordava minha própria história

E mais uma vez tudo estremeceu
Eu, com medo, tentei me agarrar
Às paredes que criei
E pedia por alguém para me salvar

Quando dei por mim
Num lapso de sentido
Não havia mais a grande porta
E apenas um caminho

Que trilhei
Com meu trêmulo andar
Mas aguentei
A falta do peso, por ali estar

Descendo e subindo
Pela longínqua passagem
Adentrei uma saída sorrindo
Pois só possuía uma verdade

E ali pude compreender
Os meros títulos que carreguei
O abandono de si
E a salvação que tanto clamei

Por fim, atônito, encontrei uma fonte
Bebi com tamanho cuidado
E assim lavei minha fronte

Respirei aquele ar profundo
Que clareou minhas profundezas
Sabia, naquele instante,
Que havia encontrado a minha firmeza

Descansei mais um pouco
E me vi alimentado
Não sabia onde estava
Mas sabia qual era o meu estado

E enfim despertei
Na porta da caverna
Renovei-me por inteiro
Cada célula interna.

Tornei a caminhar pela trilha que escolhi
Deveras, não sei onde vou chegar
Mas sei como quero ir.

R.

maio 15, 2017

alvorecer

Esta união chegou
E aqui vem ensinar
Os versos que do astral captou
Para mente aqui trabalhar

És sereno e muito humilde
Este pedido que entrego em mãos
Aceitando todo porvir
No movimento da criação

Criatura respire e voe
Os teus mares estão à esperar
És a chamada da nova aurora
E aqui a mensagem está

Amanheça com simplicidade
Escute o canto da verdade
Não temas, pois é teu destino
E agora começa o caminho

De braços abertos estou
Com o coração bem renovado
Me mostre por onde seguir
À certeza de meu Pai amado

E trilhar eu irei com muito cuidado
Semeando o que Tu me ensinastes
Pois sei que os frutos trarão
A paz nesta realidade.

Segues o teu coração
Pois ali permeia a leveza da visão
Que enxerga a tua própria essência
E demonstra a época da tua renascença

Perante a este novo alvorecer...

R.

maio 14, 2017

cruzamento

era uma vez... uma menina
de olhos castanhos e sorriso encantador
ela segurava e tentava entender
os pormenores do seu interior

ela se fez forte, perante as mudanças imprevisíveis da vida
e começou a ampliar os seus horizontes
pelo fato de andar, deveras, sozinha
caminhando rumo ao que acreditava como correto

e percebeu que o mundo é muito maior que um ciclo esférico
rompeu com suas mazelas
foi além de suas sequelas
e percebeu que o melhor remédio, a cura, era se amar

esta menina, mulher, feminina
inspira os aprendizes meninos-homens
mas, precisamente, a mim...
por me permitir instantes desse seu olhar

e mesmo que a arte fosse sua maior alegria
não fui eu o privilegiado de suas escritas e poesias
mas ganhei um presente maior...
o convívio com a verdade impossível

repleta de rotas e trajetos
e do acesso ao, antes, inacessível
por quantos segundos de coragem precisar
o mundo é a nossa morada, o nosso lar...

e possuímos o privilégio de podê-lo explorar...

R.

maio 12, 2017

meu sentido

É definitiva a decisão
Deste mergulho rumo ao coração
Em meio ao ciclo do pensamento
Peço humildade e entendimento

Que eu saiba onde pisar
E conheça o meu próprio caminhar
Nos Teus braços peço alento
E com o Teu manto, agasalho para este vento

Que vem das minhas profundezas
E à essa luz, peço mais clareza
Para entender o abrir e fechar de portas
De todos os cantos da minha memória

O rompimento necessário
À lição aprendida no meu próprio calvário
Estamos perante a expiação
E clamamos por nossa própria salvação

É com a gratidão da consciência
Que regojizamos nesta ciência
Não consistente no eterno martírio
Mas à compreensão do motivo de nosso aflito

Basta-me deixar o tempo agir
E não estagnar perante ao que venho sentir
Pedir perdão e força no meu coração
Unindo mãos e ajoelhando perante a Ti

Ó minha Mãe, me ensine o porquê do sofrer
Sem que eu fique à ruir
E me conceda o conhecimento de minha própria humilhação
Parar firmar meu passo nessa longínqua missão.

Que me destes, junto com estas vestes
Atemporais.

R.

maio 11, 2017

Álbum

Envolve-me nos teus devaneios
Respira, ofegante, tua alma em meu ouvido
Abraça-me com o coração
E recitamos, unidos, está canção.

Sou constelação e sem pudor,
Entrego-te meu cerne, por amor
Liberdade das atitudes matinais
Compartilhamos o café, após observar os corpos celestiais

Somos da galáxia,
Orbitando um no outro
Sou meteoro em rota de colisão
Com o teu Eu, aqui, exposto

Somos atitudes e vontades não caladas,
Minutos silenciosos com as mais belas palavras
Sons orgânicos, sons de um amor
Entrelaçados quânticos...

Música e compositor...

R.

maio 10, 2017

caos interior

manifesto-me em meu próprio caos
entendo, realmente, qual é o meu estado natural
e como ocorre sua mudança para onde me encontro
inóspito, não obstante, este desencanto

sendo andarilho de minhas próprias linhas
escritor das andanças internas
sou observador e observatório
sou o pudor e sua ausência, num mundo notório

e qual máscara insiste em grudar?
enquanto outra resolve cair e se fragmentar
assumo que a verdade independe delas
ou talvez seja a mais intensa e a mais velha

porém, nesse momento de observador
prescrevo minha própria receita
onde é a busca pelo estado de calma
e o reencontro com a informação divina, em minh'alma.

somos mais ante a confusões
além de ilusórias resoluções
a teia da vida nos lembra
e nosso destino, despercebido, encena

conosco...

R.

maio 09, 2017

reciclagem

o corpo e sua energia vital
que é gerada desde o seu nascimento
em comunhão com toda vida aqui e no astral
requer tamanho ponderamento

o que transforma-se
perante a elevação de dois seres
dissipado é, em busca dos efêmeros prazeres
energia doada, vida criada?

adentro o meu ser em busca de respostas
retorno, de forma breve,
com explicações expostas
mediante ao poder que nos é dado para criação

de outro ser, vindouro, à gestação
o que doo? me perdoo?
sem a culpa de entender
o que se passa dentro do meu querer

és solução passageira
e a verdade, serena e brilhante
reluz perante a vibração do interno diamante
incitado nos ápices de nossa essência

falta-me resiliência

R.

maio 04, 2017

lar

não vale a lágrima
ou o arrependimento...
não vale a intenção
presente no calor do momento.

no fundo, estamos todos na mesma prisão
tentando saber quando chegará a liberdade
talvez seja uma mera ilusão
ou tudo verdade

mas no caminho do amor
existe o ardor de tentar se equilibrar
e nos solavancos das situações
não se pode, as vezes, pensar em chorar

o raio caiu
mais de uma vez neste ponto
o ímpeto surgiu
mas nada foi feito perante a esse encontro

porque não cabe levantar suas armas
para quem não conhece, deveras, a forma que luta
e não faça disso as tuas próprias chagas
pois é com a oração que se vence essa disputa

onde quem triunfa não somos nós, materializados
mas o sentido maior, a evolução e o santificado

canso-me de tantas palavras
deixo-me aos pés do relento
o que quero, é colo
o que preciso, é entendimento.

R.

maio 02, 2017

despedida

desprendo-me de vez
num ímpeto de dor
vasculho as origens físicas
excluo as memórias além da mente

deixo à matéria,
o ato da ação
e ao tempo
a minha devoção

esta dor, não mais
este torpor
não agrada-me
revisitar-te

insisto em criar uma mínima esperança
com o intuito de amizade e bonança
mas o tempo não é o agora
este, ruma para aurora

do meu próprio coração
que ainda, costurado
goteja
e esta remota dor,
lateja.

deixo fluir, deixo sair
peço com o coração
ajoelho-me perante a verdade
peço ajuda para lidar com esta ilusão

de passado não se cria o agora
apenas aconselha o porvir, outrora
destas palavras, deixo meu mais sincero obrigado
mais uma vez, sincero, sem ser por agrado

para tudo o que foi
para que o novo possa florescer
esta é a semente que planto
este é meu desejo em pranto

não o de esquecer,
mas de lembrar, sem doer.

R.