janeiro 17, 2012

Sordidez.

Ascender ao susceptível,
Intrigar o inteligível,
Versificar a mão cortada,
Elogiar o parto de nada.

Ante a poesia flagelada,
Que habita o ínfimo ser,
Íntima cláusula de nosso parecer,
Perece livre.

Parte ao inquieto,
Silencia o moderado correto,
Avalia o pranto cantado,
Evidencia o que te foi roubado.

E malha arrumado,
Estressa e extravasa o execrável,
Permuta entre a mais valia,
Ensina, de fato, a tua via...

"Vital, o como viver.".

Rafael Nicolay

2 comentários:

  1. É muito gratificante ler seus poemas, eles despertam.
    Bjs

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  2. E como ensina!!! Dou graças de saber que nem todo poema fala de amor. Entretanto, bem no fundo, escondido no falso fundo da gaveta, há uma pitada de amor em tudo que é sórdido!!! Um amor espinhoso talvez, carregado de sentimentos vis, mas ainda amor...

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